Well.......blog sobre a merda que é existir. Porque nós, gatos, podemos ter nascido pobres. Porém, nascemos livres!!!!



Dezembro 27, 2004

Corte de custos deixa Branca de Neve com quatro anões

A Branca de Neve de um teatro alemão teve que encarar uma dificuldade a mais, essa semana, além de maçãs envenenadas ou bruxas malvadas. Com problemas de contenção de despesas, a montagem de Natal do clássico infantil, no teatro Altmark, teve apenas quatro anões, ao invés dos sete usuais.
Segundo informações da agência Reuters, a produção do teatro da cidade de Stendal, no Leste da Alemanha, só podia pagar por seis atores para montar sua "Branca de Neve e os Sete Anões". A saída foi prender dois bonecos fantasiados de anão em uma parede no fundo do cenário e colocar o ator que fazia o papel de príncipe a atuar, também, como o sétimo anão.

Os espectadores, muitos vindos da cidade vizinha de Hannover, não gostaram da inovação e apresentaram reclamações aos organizadores do teatro. O ator que faria o sétimo anão também não cooperou, já que acabou fazendo apenas uma breve aparição no palco, no papel do príncipe encantado.

"O sétimo anão não estava no palco durante o espetáculo porque estava preso em uma mina, fazendo hora extra", disse a porta-voz do teatro, Susanne Kreuzer.



Bole, dixave e fume:

postado por: Playmobil 11:27 PM



Dezembro 19, 2004

Feliz Natal...

...pra vcs e pros seus. Naum ta facil blogar, logo, fica como a ultima blogada deste 2004, estranho, intenso, magico as vezes, depressivo em outros. Muitas saudades e em 2005 estamos ai. Ou naum.

Bole, dixave e fume:

postado por: Playmobil 9:57 PM



Outubro 24, 2004

Bota camisinha, bota meu amor

As cenas esdrúxulas foram várias (e tamanhas): como saber qual o tamanho da maldita pilha do meu rádio? Ninguém que estava no carro, em direção ao sítio do Rickys, em Limeira, sabia. Descemos eu e a Clarice no Extra da Ponte do Limão, com o rádio na mão. A rima ficou só na frase, porque na hora eu pensei que a segurança iria me prender por furto. Pra piorar ela me indicou a pilha errada. Era pra comprar a grande, não a média. Tudo isso nos custou quarenta minutos, uma entrada errada na Bandeirantes, uma briga com o motorista que não sabia dar ré e quase bateu em nosso carro e mais R$ 39,60. Pois bem, esse foi apenas o segundo percalço da noite. O primeiro foi o barulho ensurdecedor do carro em que viajamos. Não sabíamos se era uma sinfonia de violinos ou se a roda do carro iria cair mesmo. Em Limeira foi tudo muito divertido. Passado o acanhamento inicial, foi a hora da turma do mal se alojar. Montamos albergue na sala de jogos, dominamos o bilhar, a Camila soltou todo o seu repertório de palavrões na frente da única criança que havia na casa. Os Djs começaram a tocar às 12h, e terminaram lá pelas 6h. Meu ouvido ainda parece uma pick-up. A piscina estava linda, com várias tochas e enfeites havaianos pra completar a bela noite de luar. Bela, e com aqueles percalços deliciosos, que sempre ameaçam, mas nunca se concretizam em problemas. Quais? Um que derrubou querosene no jardim, outro que quis arrumar uma briga, outro que, na sala de jogos...bem...Cerveja, rum e caipirinha. Daí pra frente não me lembro mais onde estavam os conhecidos. Só lembro da frase: "você está horrível", proferida diversas vezes pelo anfitrião. Isso foi no sábado de manhã. Mas OK, me sinto assim há meses.

Bole, dixave e fume:

postado por: Playmobil 11:50 PM



Outubro 14, 2004

Mensagem para a Festa Playmobil



1. Oiii!!! eu moro no bairro do Belém Z/L.... qual o caminho mais facil para mim chegar na festa de condução?? Meu curti muitoooo a casa!! serei cliente com certezaaa!!!!

2. Obrigado por vocês não deixar o pior da música morrer, ou o melhor ai é com vocês!!!!bjs da minni.

A Festa Playmobil foi uma das coisas mais estranhas que me aconteceu. Completamente sem planejamento, objetivo, idéia do que fosse. Havia discotecado duas vezes apenas, na Funhouse e no DJ Club. Em novembro do ano passado surgiu o convite da Priscilla Negrão, para tocar em sua festa. Os amigos gostaram. Eu me animei. Se o lado ruim dos anos 80 é gostoso de se ouvir, tocá-lo então provoca uma sensação inexplicável. É garantir que a noite das pessoas valha à pena, é alegrar os amigos, é receber mensagens como as de cima, de pessoas que sequer vi na vida, mas que de repente, com antecedência de alguns dias, programam o dia mais importante da semana para ter garantida um pouco de diversão (piada interna). Quando conversava com a Clá, em alguma noite de dezembro, reclamava da dificuldade de se encontrar um lugar para discotecar em São Paulo.

Não foi preciso uma epifania para abrir a Internet, digitar três ou quatro palavras e encontrar o palco principal do que é a Playmobil hoje: o Darta Jones. Um e-mail descompromissado e oferecido meu, uma resposta instantânea de alguém atrás de um DJ e, pronto, começava há dez meses esse divertido encontro de amigos que se tornou a festa. Momentos ruins rolaram, reclamações dos que estranhavam o som, rolhas na cabeça, alguns desencontros, típicos de iniciantes. Mas basta lembrar da pista cheia e de óculos escuros ao som do Grease; das meninas vestidas de Paquitas com todos gritando "Xuxa eu te amo"; do Beiço entulhado de calcinhas na performance do Wando; das espadinhas do He-Man....Capítulo à parte para o quesito perdição, as ralações na parede ao som de Magal, à performance sanduíche do Trio Los Angeles, às máscaras madonnescas no palquinho.

Sexta agora é minha última festa este ano. No ano que vem, quando/se eu voltar, tenho certeza de que encontrarei um projeto muito maior do que ele é hoje, pela competência dos que ficam na organização, pela animação dos amigos que nunca deixaram a festa cair. Uma pergunta que me fizeram mais de uma vez é: vai sentir falta da festa? Acho que o post responde tudo, mas no fundo o que mais sinto são duas coisas: os "esquentas Playmobil" na minha laje e minha mãe dizendo: "boa festa".



Bole, dixave e fume:

postado por: Playmobil 12:47 AM



Outubro 5, 2004

Ilha das Flores

Quando a maioria estiver lendo este texto, a Crislaine estará dentro do vôo 748, da KLM, com destino a Londres, antes de uma parada rápida em Amsterdã. A Cris fez o que muitos jovens do terceiro mundo têm vontade, mas poucos fazem, seja por falta de grana, seja por coragem. Trocou a segurança do seu emprego, a companhia dos amigos e sua caminha quente por alguma coisa que ainda não me é muito clara. Eu escrevo esse texto minutos antes de pegar meu carro e me despedir no aeroporto. É uma surpresa minha e da Claire para essa grande amiga. Surpresa e forma de desculpa, diga-se, já que era para estarmos dentro desse mesmo vôo. Não deu. Não quis. Troquei meu grande sonho de consumo, a capital mundial da música e da cultura, por uma aventura bastante diferente: a Austrália. O sol me atraiu, a menor quantidade de pessoas me atraiu, a menor quantidade de brasileiros, na comparação com a terra da rainha, me atraiu. Embarco em vinte dias. Desde que saí do DCI tenho levado uma vida de rei: acordo tarde, bebo e fumo diariamente, passo o dia entre DVDs e MP3s, almoço muito bem em casa. Tudo parece ótimo, e realmente às vezes é. Hoje estou sem medo. Quero sair fora, quero abrir mão dessas poucas coisas que nos dão uma felicidade aparente e virar refém do planeta. Me sentir bobo, burro e rejeitado, para depois conquistar meu espaço lá fora, ser respeitado. Repito: a intenção de ir embora do Brasil não me é clara ainda. Posso até estar errado, mas a sensação de leveza e empolgação que estou nesse momento sugere que a resposta esteja em apenas uma palavra: liberdade.

Bole, dixave e fume:

postado por: Playmobil 7:11 PM




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